02/11/2015

Devaneios Literários: À Procura de Audrey.




 
“– Oi, Ruibarbo.
– Oi, Gomo de Laranja.”
 
Sabe aqueles romances doces, com histórias fofas e delicinhas cheias de personagens bem humorados que ganham seu coração quando você menos espera? Pois bem, Sophie Kinsella foi a responsável por me apresentar ao universo dos Chick-lits.
Desde que li “Fiquei com o seu número” tenho a autora como uma das queridinhas da minha estante e só o nome dela em uma capa já me aguça a vontade de ler. E, claro, não podia ser diferente com “À Procura de Audrey”, primeiro Young Adult da autora.
Audrey é uma menina quieta que, depois de passar por episódios traumáticos na escola e desenvolver alguns transtornos de ansiedade, se esconde atrás de óculos escuros, pois julga que ao olhar diretamente para os olhos de outra pessoa ela é capaz de sugar sua alma, e a ultima coisa que ela deseja é que alguém tenha acesso à alma dela.
O enredo começa a se desenrolar quando a mãe, viciada no Daily Mail, acredita que o filho mais velho seja um viciado em jogos de computador, e seu objetivo ao longo da história é provar a ele que existe vida além dos jogos virtuais. Paralelamente, Audrey começa a se aproximar do companheiro de jogos do irmão: Linus.
Enquanto sua família procura deixa-la sempre confortável, nunca forçando os acontecimentos, buscando entender e aceitar o tempo dela e esperando que Audrey se reencontre, Linus faz o que pode para provar que ela é capaz de afastar seus medos quando quiser.
É com Linus que Audrey começa a sair de sua bolha, começa a dar seus primeiro passos rumo à melhora, e a aceitar as sugestões de sua terapeuta. Ela deixa de habitar um cômodo especial da casa, e chega até a frequentar lugares públicos, onde cumpre os desafios propostos por Linus. Com ele ela percebe que tocar a mão de outra pessoa não é tão ruim assim, nem abraçar, ou beijar. Mas é graças a ele também que Audrey acredita que já está curada e faz coisas que ainda não está preparada para enfrentar.
 
“... a vida é assim. Estamos todos em um gráfico de altos e baixos...”.
 
Para aqueles que já estão acostumados com a escrita engraçada de Sophie Kinsella, o bom humor fica por conta da mãe de Audrey, uma mulher decidida, que faz o que for necessário para provar seu ponto de vista. O pai, um sujeito mais certinho e centrado, faz de tudo para fugir das maluquices da esposa, enquanto divide o computador de trabalho com o filho viciado em jogos.
Frank – o viciado – tenta provar à mãe que não é viciado coisíssima nenhuma, mas, enquanto não a convence, passa os capítulos burlando sistemas para ter acesso ao LoC, seu jogo favorito.
Eu diria que, para quem gosta de YA e nunca leu nada da Sophie, À Procura de Audrey é um ótimo começo, mas aqueles que já conhecem o trabalho da autora podem sentir falta dos romances engraçados e gostosos que estão acostumados a ler (eu senti).
No geral, o livro é uma boa leitura. Para não dizer que tudo flui muito bem, me senti incomodada com o fato de a história não deixar claro o que aconteceu com a Audrey na escola. Foi uma escolha proposital, é claro, mas sofro de transtorno de curiosidade, e não sei lidar com questões sem respostas.
Como fã de Sophie Kinsella que sou, Á Procura de Audrey vai sim para os queridinhos da estante. Audrey e Linus ficarão do ladinho de Poppy e Sam, aguardando os meus próximos casais preferidos.
 

Publicado por Beatriz.

25/10/2015

30 mil pessoas?

Para aqueles que acham que o rock nacional morreu em Legião Urbana, ta aí uma boa notícia e, talvez, um "sacode" para aproveitar a que há de bom, de melhor, de lindo no rock nacional de HOJE!
24 de Outubro de 2015: o dia em que uma banda nacional levou 30 mil pessoas a um único lugar, a Arena Anhembi. Para ver uma banda que muitos acham que morreu em "Ana Júlia" (estes são os que gostam de matar o que ainda está vivo para poder se lamentar de algo que não tem motivo).
Sim, meus amigos! Estou falando de Los Hermanos! A banda de Marcelo (mito) Camelo, Rodrigo AMARante, Bruno Medina e Rodrigo Barba. A banda protagonizou ontem o programa "Multishow ao vivo" com o primeiro show em São Paulo desde 2012.
A primeira música já enlouqueceu a todos. Marcelão apelou para "O Vencedor" logo de cara e mal deu pra ouvi-lo cantar.
Imagina 30 mil braços levantados movimentando-se a partir da música. 
Imaginou?
Agora imagina todo mundo pulando ao mesmo tempo.
Foi lindo demais!
Falando um pouquinho de forma mais particular: nas primeiras quatro músicas eu pulei, cantei, gritei e sorri demais. Na ordem, "O vencedor", "Retrato pra Iáiá", "Além do que se vê" e "Todo carnaval tem seu fim". Os caras deram uma canseira na galera depois desse quarteto arrasador! Quatro músicas dançantes é de tirar o fôlego de qualquer um! Inclusive da galerinha mais nova que começou a curtir Los Hermanos depois da banda ter acabado. Na quinta música eu comecei a chorar: "O vento", super justificável, né?
Depois disso, entre músicas com vocal do Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante alternados, um filme passava pela cabeça de cada um, pois cada música traz uma sensação e sentimento de nostalgia quase impossíveis de descrever.
Não quero tratar aqui de forma técnica a passagem de som, iluminação ou qualquer coisa do tipo. Eu estava no meio de 30 mil pessoas cantando as mesmas músicas e fazendo amizade com as pessoas apenas de olhar, sorrir e cantar junto.
Entre sorrisos, pulos e lágrimas, eu pude perceber que são essas as coisas que temos de mais precioso em nossas vidas: momentos pelos quais viveríamos de novo, e de novo...
O show foi incrível para muitos que estavam lá. Um evento sem tumulto, sem manchetes de escândalos, sem empurra empurra, sem desavenças. Ali, naquele espaço, éramos todos amantes de Los Hermanos e praticamos o que diz em um dos "hinos" que diz para lembrarmos que o amor é tão maior.
Fica, então, uma sugestão para quem ainda não conhece o trabalho lindo desses barbudos ou mesmo para quem, assim como eu, já viu, reviu e não consegue pensar em outra coisa! <3

Link do show na íntegra - > https://www.youtube.com/watch?v=yZqhATS_0k0

Link do site de onde peguei a foto -> http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/10/25/los-hermanos-comprova-adoracao-com-show-para-30-mil-em-sao-paulo.htm


23/10/2015

Para todo o sempre

 
(Pode conter spoliers de Ever After!)


Todo mundo tem aquele filme que você olha uma, duas, dez, trinta vezes e é sempre incrível!  Um filme que por algum sentido te transporta, te da esperança, faz você acreditar novamente em boas possibilidades...

O meu é Ever After (Para sempre Cinderela) um filme de 1998 onde conta de forma mais realística a história da Cinderela, essa interpretada por uma das minhas favoritas atrizes Drew Barrymore, o roteiro conta como Danielle de Barbarac vira Cinderela.

A história apesar de não ter os elementos clássicos da Disney como a carruagem de abobora, ratinhos costureiros e fada madrinha, é enriquecida com subsídios que a torna quase possível de acreditar que realmente aconteceu (será?), como os Irmãos Grimm e Perrault, Leonardo da Vinci (como o homem que abriu a porta), Monalisa a pintura bem enrolada e guardada que os ciganos roubam (apesar dela ter sido pintada na verdade na madeira...) e o livro Utopia.

O enredo junta todas essas informações e cria uma narração única para o conto de fadas, Danielle nossa querida Cinderela com toda a delicadeza do mundo, mostra que existe sim a possibilidade de convívio pacífico, que o gênero da pessoa não a classifica e, principalmente, que o perdão é libertador.

Eu tinha uns 10 anos quando vi esse filme pela primeira vez e 25 anos a última (desse ano) e ele ainda me arrepia quando escuto frases como:

- Um pássaro pode amar um peixe, senhor, mas onde eles viveriam? (Danielle)
- Então eu te darei asas! (Leonardo)

Não existem impossibilidades no amor...

- Se você submete seu povo à ignorância e corrompe suas maneiras desde a infância e então os pune pelos crimes que formam expostos na primeira instância, qual conclusão devemos chegar, Senhor? A não ser que primeiro você cria os ladrões e depois os pune? (Danielle)

Uma frase tão contemporânea que poderia (que deveria) estar em algum debate político...

Então Ever After é o meu filme quando o mundo colapsa, é ele que me traz de volta. E vocês, qual é o filme que te faz suspirar? 

Publicado por Mari Sanhudo.

19/10/2015

Devaneios Literários: Distopias.


 
Nunca foi segredo para ninguém que eu gosto mesmo é de um bom romance. Adoro um best-seller, um romance de banca, histórias de amor que acontecem no passado, no presente, em um mundo futurista, ou – por que não? – em um universo paralelo. Mas isso não significa que eu dispense todos os outros gêneros literários.
Ao longo dos meus devaneios vocês perceberão que nem todo livro que leio são obrigatoriamente romances, no entanto um gênero específico vem me fazendo torcer o nariz há um bom tempo e, mesmo com todos os avisos do meu inconsciente, eu lhe dei algumas chances. Falo das famosas distopias.

Se procurarmos o significado da palavra na internet, encontraremos coisas do tipo: “lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação;”. E se decidirmos pegar um desses livros para ler é exatamente essa realidade que encontraremos.
Não me incomoda o fato de o país/mundo precisar de uma mocinha (o) para salvar todos do caos em que vivem. Na verdade o que me marca ao fim desses livros é que nem sempre o que aconteceu para levar a sociedade àquele nível de opressão fica claro, e o ponto de reflexão ao qual o livro nos leva é muitas vezes a questão do “pão e circo”, a velha história de entreter a população para que ninguém reclame do seu estado miserável.

Não estou dizendo que a política do pão e circo é algo ultrapassado e que nada parecido acontece na sociedade atual, o que quero dizer é que esse mundo não me agrada, e custo a acreditar que, mesmo com todos os avanços tecnológicos e o acesso à informação, vamos nos tornar ainda mais egoístas e desiguais.
Nas últimas semanas li dois livros que deixaram ainda mais claro que o universo distópico de fato não é para mim. As histórias foram muito comentadas e elogiadas, mas ainda assim fiquei bem decepcionada com ambas.

Em Cinder conhecemos uma garota ciborgue (meio-humana, meio-robô) que vive com a madrasta e duas meias-irmãs em uma sociedade que enfrenta uma doença jamais vista antes, que mata os infectados tão rápido quanto a peste negra. Aparentemente é um bom livro, né? E, na verdade, muita gente gosta mesmo. O que me incomoda é a personagem viver em uma sociedade futurista cheia de robôs, aonde a ciência avançou tanto que chegou ao ponto de salvar a vida das pessoas transformando-as em meio-robôs, e viver quase como no medievo.

Já em A Rainha Vermelha somos apresentados a uma sociedade nada igualitária em que os humanos – chamados de Vermelhos – não têm nada de especial, quem habita o topo da pirâmide são os Prateados, seres poderosíssimos com habilidades surreais. Mais uma vez a história parece interessante, mas o desenrolar dela é tão fraco que me deixa triste só de lembrar.

A autora tenta criar um romance logo no inicio o que até me cativou, mas ele é logo substituído por um triangulo amoroso nem um pouco convincente. A protagonista é tão confusa que os parágrafos pareciam não funcionar juntos, e as descobertas bombásticas são tão jogadas ao vento que muitas vezes só são citadas em uma linha e depois não são trabalhadas. Para mim, o livro foi uma sequencia de fatos incoerentes.
A conclusão a que chego ao me aventurar a ler distopias é que o gênero simplesmente não prende a minha atenção, nem mesmo quando tem um quê de romance. Eu me disperso ao longo da história, não consigo mergulhar nesse universo. Talvez eu seja ingênua o bastante para acreditar que a nossa sociedade não chegará a esse nível de opressão e desespero.

 
Publicado por Beatriz.

 

08/10/2015

Versão (linda) de "Conversa de botas batidas", música dos Los Hermanos

Já parou pra pensar como é difícil para um músico ser bem aceito tocando e/ou cantando uma música de outro músico? Quando você ouve alguém fazendo uma versão de uma música ou banda que você ama, certamente a primeira impressão que você terá dele é "Ahhh que chato! Prefiro mil vezes a original.". Sei disso porque eu também faço isso às vezes, não nego.

Mas vamos pensar: TODOS os músicos já fizeram versões de outros cantores/bandas e foram influenciados por elas, certo? Sim, afinal, como diria Aristóteles, o homem aprende por imitação.
Tenho um certo ciúme com relação às bandas que ouço e se alguém se aventura em tocar músicas delas e, principalmente, composta por elas, aí fica mais difícil ainda aceitar a versão com bons olhos.

Hoje eu trouxe uma versão de uma música dos Los Hermanos, composta pelo meu querido Marcelo Camelo (que encontra-se num nível acima do humanístico) chamada Conversa de Botas Batidas.
O atrevido foi um carioca de 29 anos chamado Cícero Rosa Lins. Atrevido sim! E ainda digo-lhes o porquê. O cara foi lá, pegou uma música do Marcelo Camelo (repito, ele não está no nível normal da coisa), uma música que foi toda baseada numa triste e bela história real de amor e decide fazer uma versão. Até aí, tudo bem. Isso se o atrevido do Cícero não ousasse em colocar no meio da música um trecho de "Memória": poesia de ninguém mais, ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade. Pois é, meus amigos. O cara fez isso e, quer saber? Acertou em cheio!

Posso falar? Sou grata pela existência desse rapaz, minha gente.
Cícero é sutileza, belas letras, paradoxos e harmonia numa coisa só. É mistura de de tudo mais belo que existe em forma de música, é expressar o amor acima de todas as coisas mais nobres do mundo. É o mais novo gênio da música brasileira contemporânea, meus queridos! Ouçam sem dó porque é de graça e só faz bem para a alma!

Nesta letra, Camelo descreve o amor de duas pessoas que mantiveram um romance secreto durante anos. Um casal heterossexual, ele casado com outra mulher e ela com outro homem. Se encontravam escondido num apartamento pequeno. Com o tempo, ambos ficaram viúvos e, assim, livres para viverem o grande e intenso amor que fizeram deles, amantes incondicionais. O apartamento onde eles se encontravam estava prestes a desabar e os dois decidiram ficar lá mesmo que tudo fosse ao chão pois foi, durante a vida deles, o lugar onde eles mais foram felizes. Fizeram uma passeata na Avenida onde localizava-se este apartamento em homenagem ao casal, que morreu com seu desabamento.
Marcelo Camelo, obrigada por existir! Cícero, obrigada por manter viva e ainda mais poética essa música tão incrível.
Senhoras e senhores, eis o atrevido menino de 29 anos que tanto falei para vocês, juntamente com a letra mais incrível de todos os tempos e a poesia de Drummond que está entre a versão de Cícero.



Poesia "Memória" de Carlos Drummond de Andrade

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Letra da música "Conversa de Botas Batidas", composta por Marcelo Camelo

Veja você, onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria o amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair


Publicado por Aline Dias (Sem graça)

Somos todos Divergentes, certo?

O futuro pertence àqueles que sabem seu lugar. (Jeanine – Kate Winslet)

(Isto não é uma resenha do filme, mas pode ter spoliers!)

Imagine uma sociedade onde tudo é perfeito, todo mundo vive em harmonia e todos trabalham exatamente naquilo que nasceram para fazer, uma grande comunidade feliz. Lindo né?

Agora imagine o que você quer fazer pelo resto de sua vida, imaginou? Perfeito, isso será o que você fará, mas a pegadinha é que você fará apenas isso!

Esse é o plot do filme Divergent, parece um pouco irrealista conseguir fazer apenas uma coisa pelo resto de nossas vidas, e pouco provável que funcione na nossa querida sociedade capitalista, mas num lado mais utópico ter uma “maquina” que nos entenda e nos guie por um caminho não é algo tão ruim...(mentira, é sim) Quem nunca teve uma crise de “que merda eu vou fazer agora”?

No filme as escolhas eram:


  • Franqueza:  Ser honesto 100% das vezes num mentir, nem mesmo omitir, falar o que acha indiferente das consequências.
  • Amizade: Generosidade, procurar sempre a paz, ser bondoso e cuidadoso.
  • Audácia: Coragem, guerreiro, não ter medo de nada e arriscar tudo.
  • Erudição: Inteligência, conhecimento acima de tudo e todos.
  • Abnegação: Altruísmos, não ter nada, dar tudo ao outro, e outro sempre será mais importante.

Cinco facções bem genéricas que decidiriam o rumo de sua existência. Na nossa realidade temos todas essas qualidades  em graus diferentes, todas as  facções estão instauradas em nosso ser. Podemos escolher como no filme, qual delas guiará nossas vidas, mas não conseguimos nos livrar delas.


Só por diversão se vocês quiserem descobrir qual a sua facção nesse link divergentthemovie tem um teste em inglês... O meu resultado deu Divergent...XOXO


Publicado por Mari Sanhudo.

Não fala da Momma!

 

Fonte: PortalKatyPerry

Há momentos na vida que, se pudéssemos, deixaríamos num eterno repeat, não é? Aqueles dias em que tudo parece tão incrível que é até difícil de acreditar. Para mim, esses momentos são os vividos em shows.

Compramos o ingresso com meses de antecedência, ouvimos nossos pais falando o quanto somos bobos porque choramos em frente ao computador vendo vídeos, contamos os dias para ver nosso artista preferido e, quando o dia finalmente chega, não nos importamos de torrar debaixo de um sol forte, ou tremer em meio a uma chuva torrencial.

Gargalhamos e mordemos o cantinho da unha de ansiedade; fazemos novos amigos e abraçamos e agradecemos a companhia dos velhos amigos. Corremos feito retardados para conseguir o melhor lugar, e quase morremos de sede enquanto aguardamos o carinha das bebidas passar perto da gente.

Mas quando as luzes se apagam e o show começa nada mais importa. Esquecemos as dores no joelho, o calor que passamos, a fome e a sede –  e até aquela vontade chatinha de fizer xixi. Nesse momento o que nos toma é um sentimento tão doido que é até difícil descrever; é uma mistura de ansiedade, empolgação, falta de ar, frio na barriga e uma alegria tão grande que faz os olhos lacrimejarem.

Eu não tenho uma vasta coleção de ingressos de show (ainda), mas posso dizer que os ingressos que tenho no armário são de shows absurdamente incríveis, os quais assisti com pessoas igualmente incríveis e especiais. Dessa vez minha companhia foi a senhorita Mariana – sim, essa outra graça que também escreve por aqui. Quem fomos assistir? A #MortaLinda Katy Perry, num show colorido, carismático e divertidíssimo, com direito a sol, chuva, posto médico e fireworks.

Sim, sim, posto médico, porque esta aqui que vos escreve teve um pequeno ataque de pânico quando se viu em meio a toda aquela multidão, mas nada de grave aconteceu. Logo fomos liberadas para aproveitar o show da melhor maneira possível, e posso dizer que nunca vi um estádio tão bonito com todas aquelas luzes de celulares e balões brancos.

Acho que o momento mais emocionante dessa minha vida de shows foi quando ouvi Adam Levine cantando Makes Me Wonder ao vivo, três anos atrás. No dia seguinte tudo o que eu conseguia fazer era chorar, ainda sem acreditar que tinha visto minha banda preferida ao vivo. Dessa vez, minha caixinha de momentos inesquecíveis vai ganhar um posto médico, e a lembrança de cantar Teenage Dream feito doida. 

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Aproveito para deixar registrado aqui as minhas desculpas para Mariana por estarmos no posto médico na hora de Wide Awake. Sorry baby, but, no regrets, just love!!
 
 
Publicado por Beatriz.